Oficina de Furoshiki

A partir de sexta-feira, começa o Festival do Japão Minas Gerais (no Expominas, em Belo Horizonte).

Como Furoshiki é das palavras mais buscadas aqui no blog (e nos primeiros resultados do Google), segue a dica de uma oficina gra-tui-ta sobre o assunto, que vai rolar no evento! Estarei lá! ^^

Furoshiki com amarração tipo mochila.

Oficina de Furoshiki

Cláudio Sampei

Furoshiki é um pedaço de tecido ou papel quadrado, utilizado pelos japoneses desde a antiguidade para embrulhar e carregar itens de diversos tamanhos e formatos. Esse tecido pode ser de vários tipos, cores e estampas. É reutilizável e tem sido usado também como wrapping para presentes. Não agride a natureza e é de fácil manuseio. Será ministrada a técnica artesanal de embrulhar usando o Furoshiki, como também outras possibilidades (surpreendentes!) e utilidades desse singelo pedaço de tecido!

Currículo do instrutor
Engenheiro Químico, especializado em Educação Ambiental, com pós-graduações em Administração e em Gestão Empresarial. Atualmente é sócio da Hai-net Ltda. Foi coordenador de projetos no Instituto Paulo Kobayashi e assessor de Comunicação do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social

03/02 ( sexta-feira)

(sala 4)

 Horários: 16h30, 18h e 19h30

Furoshiki step by step. Furoshiki passo-a-passo. Modelo padrão.

Para saber mais

A respeito do furoshiki, há uma pessoa muito engajada no assunto: Sofia Nanka Kamatani.

Leia aqui um artigo em um post meu respondendo a O que é Furoshiki?

Outro post meu, Quadrados e retângulos democráticos.

E um dos posts mais acessados, Bolsas: produto democrático + furoshiki + França

“Fardasfree”

Fardas demais, nos dois sentidos!

Como me disse uma amiga muito querida, filha de um coronel em Brasília, agora eu sou Fardasfree!

Fardasfree é um neologismo que nem mesmo Guimarães Rosa poderia propor!

Fardasfree significa terminar um trabalho quilométrico (mais de 100 páginas de análise) das fardas da Polícia Militar de Minas Gerais.

Fardasfree significa mudar o tema da dissertação de mestrado.

Mas sem cuspir no prato em que comi, que a mãe já ensinou ser feio lá na tenra infância. Na verdade, eu só tenho a agradecer a todos os policiais militares dessa ” oh… Minas Gerais” que se prontificaram em me ajudar, muito além do que eu esperava. A polícia militar mineira é mesmo muito bacana, são engraçados, do cabo ao coronel, todo mundo fez com que eu me sentisse muito confortável. Ah, foi muito legal mesmo conhecê-los todos! Mas confesso sinceramente que eu já estava cansada de tanto analisar o fardamento B1, de tanto entrevistar os PMs, de tanto observá-los treinando e trabalhando; ao final, o desafio acabou. “The war is over, baby”, já diria Jim Morrison.

Brasão da Polícia Militar de Minas Gerais

Opa, e a Polícia Civil de MG também é muito joia (ó a rasgação de seda da polícia, hein! Parece até que sou empresário de moda, com algo a esconder, tipo trabalho infantil) – para essa, eu cheguei a fazer uns desenhos de faces frias como trabalho voluntário, que estão auxiliando, na região metropolitana de Belo Horizonte, as pessoas a identificarem seus parentes e amigos desaparecidos. É, eu gosto de contar essa anedota, que certa vez na vida (2010) fiz um trabalho voluntário no IML (Instituto Médico Legal) – não é todo mundo que tem essa história pra contar, afinal só eu me prontifiquei a ser voluntária do IML. O “poderoso chefão” do IML me mandou uma inesperada e inesquecível cesta de café da manhã com muita guloseima boa, livro, bichinho de pelúcia, tudo.

Brasão da Polícia Civil de Minas Gerais

Gosto da polícia! Os treinamentos tem muito rock’n'roll, muito hard rock! A única frustração que tive foi não poder participar de uma situação de trabalho real na viatura da ROTAM (como mostrada no vídeo abaixo), por razões óbvias: é bem perigoso para um “franguinho” (auto-designação afetiva) como yo, rs! “Mas-bah”, fiquei com uma vontade “tri”!

 

 

(Escolhi o vídeo a dedo, para minha “mamãezinha” e minha “irmãzinha” que sprechen deutsch -  falam alemão – e gostam de Rammstein).

Bem, voltando ao assunto, neste trabalho das fardas, da Polícia Militar de Minas Gerais, analiso diversos critérios do fardamento em prol de sua sustentabilidade, adequação ao trabalho de policiamento e conforto do policial. A análise, que pauta-se na Moda, Sustentabilidade e Ergonomia Cognitiva, revela coisas surpreendentes, que um dia, mais tarde, eu conto os pormenores por aqui, como as fardas da PMMG podem melhorar com Design de Produto e Engenharia de Produção!

Falando com um pouco mais de seriedade, profissionalismo e ponderação, podem me procurar no tempo que for, que chegarem a este post (outros posts meus sobre fardas da PMMG são os primeiros resultados no Google), estou à disposição igualmente para tratar das fardas! Eu fiquei muito imersa nesse trabalho, agora vou dar uma respirada, e depois, vai ser joia voltar a trabalhar por elas! Sempre bom encontrar a polícia na paz e na alegria! ;)

Dica do namorado: tapetes com peles de ursinho de pelúcia

No Rain No Rainbows | Stuffed Animal skins |16 ft x 9.5 ft | 2011 | Augustina Woodgate

Augustina Woodgate é uma artista de Buenos Aires radicada em Miami, que faz tapetes com ursinhos de pelúcia doados!

Bonitinho, criativo, ecológico e contestador do padrão tapetes de pele verdadeira!

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Veja no vídeo abaixo um pouco do processo de confeccção.

Saiba mais sobre o projeto:

Hand-sewn and designed rugs made from recycled stuffed animals skins. The process starts with the departure of the loving life objects have when they are in the hands of their owners.The rugs not only reference the personal histories of the toy’s owners, but investigate the rug as an object organizing and displaying memories and lineages. In Eastern Cultures, the oriental rug centralizes the living space in pattern, operating beyond utility to depict the spiritual and mental world in woven form. Woodgate is particularly drawn to the specific meanings in the arrangement of rug designs, and how different histories of the rug represent stories of the past and ways of tracing archetypes in physical and material forms.

Las Huaraches del Dom Genaro

As huaraches do Genaro, posando na Serra da Moeda: o calçado mais confortável para se usar, ecológico (feito com pneu reutilizado) e de design milenar (é a mesma amarração que os indígenas usavam a 5.000 anos!); ideal para a corrida descalça (barefoot).

Tem tempo estou para falar das huaraches, que meu amigo Genaro confecciona. Hoje à noite, a turma (eu, Sil, Bahia) vai para o apto dele fazer umas experimentações com retalhos, etc. – e como já acordei pensando que o Genas não passou o endereço de casa e eu vou ficar marcando no centrão de BH até chegar no Sion (ô Genas, assim que vc. ler isso, me manda uma mensagem de SMS, vou tá a tarde sem net, fotografando as fardas da polícia militar!), pensei, “de hoje cedo o post não passa.”

Bem, há alguns meses, o The Sartorialist fotografou um e outro indivíduo com “strappy sandals”, que são sandálias de amarrações, check it out above:

Strappy sandals com blusa Missoni e mix de padronagens, coisa de bacana! Fonte: The Sartorialist.

Há aproximadamente um ano, my dear friend começou a produzir as sandálias, chamadas de huaraches, que os índios Rarámuri usam (há cinco mil anos) para praticar a chamada “corrida descalça”.

Aí eu (que cara é essa de "nham", Luciana?), no inverno de 2011, usando as minhas huaraches, feitas sob medida e de presente para mim!;)

Ele também criou dois sites:

Barefoot Brasil, que divulga a cultura da corrida descalça (tradução tosca de “barefoot”)

Taboo Sandálias, em que comercializa as huaraches

Eu cheguei a comentar das Taboo Sandals em algumas ocasiões – uma delas, inclusive, uma palestra que dei na Escola de Arquitetura da UFMG.

Mas afinal, o que tem de tão legal nessas huaraches???

 

Taboo sandals


1. Rarámuri

  • o mesmo design dos índios mexicanos Rarámuri, que ganham tantas corridas com essas sandálias (hello Nike? hello Adidas? hello amortecedores?), com a possibilidade de fazer as mesmas amarrações milenares
  • é um produto que está divulgando uma cultura (e não simplesmente se apropriando de uma tecnologia social de uma tribo desconhecida e lucrando em cima dela)
  • o fato de ser algo milenar, dos primórdios, faz com que tenhamos essa conexão (meio “id freudiano” né?) com o próximo, sentir-se parte da humanidade, ligar-se aos antepassados

2. Cenário da hiper tecnologia

  • o cenário da hiper tecnologia diz respeito a permitir o aumento da população e das demandas de consumo, mas procurando desmaterializar produtos, processos e produção, ou seja, reciclando, reutilizando, isto é, usando os mesmos materiais para novas configurações de produtos Para dar conta de suprir as demandas de consumo da população cada vez maior, o jeito é aprimorar as tecnologias de mateiriais, de produção, de transporte, etc.
  • utiliza material reciclado no solado, como correias de máquinas agrícolas, pneus de avião, etc., tudo muito resistente – não esses pneus carecas dos calhambeques
  • utiliza como cordas os paracords do exército norte-americano (hello tendência army/militar da última SPFW! aqui o militarismo é genuíno, é o mesmo material da principal armada do mundo!), que são super resistentes e dão a aderência (coeficiente de atrito, pra quem gosta do termo técnico) ideal para não desamarrar durante as corridas

Paracord legítimo do exército norte-americano. Isso sim é ser ético com a tendência militar: usar o mesmo material e não simular!

  • comercializada pela internet, sem lojas físicas (e todos os custos ambientais e econômicos de se manter uma propriedade), para qualquer lugar do mundo (hello Sedex! hello Fedex!)
  • preço competitivo, no target do mercado
  • e uma das coisas que eu mais aprecio é que está bem dentro dessa estética de misturar tecnologia e artesanato, conferindo soluções criativas, e tão característica do ethos brasileiro (ex. a gambiarra)

3. Esporte

  • a finalidade do calçado é a corrida (barefoot), que é um dos esportes mais saudáveis para o nosso corpo
  • quantos produtos beneficiam a nossa saúde, o nosso movimento e ainda estão relacionados a moda?
  • e uma coisa vai levando a outra, um produto vai instigando o conheicmento de outro que reitera um comportamento. Por exemplo, os meninos (meu namorado então, nem se fala!) estão fissurados na tal semente de chia, super saudável para o corpo. E aí eu brinquei com eles, mostrando que a chia saiu na Vogue Brasil de outubro, como algo super exclusivo, importada, etc., o underground é coisa de madame também, rs, só brincando com os preconceitos!
  • o que despertou o Genas a produzir as sandálias foi um livro que estourou nos EUA, chamado “Born to run”, em que fala justamente da corrida dos indígenas, preferível à corrida com tênis cheio de amortecedores

Plantação de chia, a semente que é a última moda dos bicho-grilo e das madames! ;)

4. Cenário da hiper cultura

  • neste cenário, há uma mudança cultural, lenta e consistente, que parte da sociedade, buscando reduzir e questionar o consumo de objetos industriais/em massa
  • as Taboo oferecem a possibilidade de DIY (do it yourself, faça você mesmo) ao permitir que o usuário configure as amarrações que ele desejar (e que melhor se adéquem ao seu pé, conferindo conforto)
  • fazer com que o usuário imagine a melhor solução adequada a ele é uma forma de não impor uma resposta, algo bem ético eu diria – mas que, também, tem um outro lado, no caso dos produtos DIY: eles deixam uma etapa de produção nas mãos do usuário, reduzindo-a na empresa (aumentando lucro e tudo que vovô Marx já dizia)
  • há a transparência de divulgar os outros fabricantes no próprio site da sandália! Isso é demais! “Você não quer essas? Tudo bem, te mostro os outros produtores que talvez te interessem!” Divulgação da concorrência para o cliente potencial
  • no site, você pode escolher as cores que quiser das cordas, o calçado é feito somente sob medida (para tanto, você deve enviar ao Genas um desenho do seu pé, só riscar envolta do pé, quase que nem criança) – ou seja, se você calça 37 e meio (meu caso), mas só encontra calçados 37 ou 38, “seus problemas acabaram!!!” (já dizia o Polishop!). Falando sério, o fato de permitir que o usuário tenha um calçado exclusivo, sob medida, customizado e customizável por ele, aumenta o valor de estima com o mesmo, favorecendo o aumento do ciclo de uso de tal produto
  • ah, tem um detalhe: o Genaro não quer vender pra qualquer um! Só pra quem realmente está entendendo do assunto, está compreendendo o que consome, pra quem gosta de verdade – porque é ele mesmo que faz, dá trabalho, é algo especial, tem valor pessoal do artesão (neste caso, designer de produto) para o consumidor. E isso é outra tendência forte de comercialização de produtos, que vem do mercado de luxo – mas, enquanto o mercado de luxo seleciona os consumidores por seu poder aquisitivo, qualquer outro mercado pode também selecionar seus consumidores com base em algum parâmetro (como entender e gostar mesmo do assunto). Isso é a vanguarda! Não incentivar o consumo das massas!

E para finalizar, cacei umas imagens do Genaro (cujo nome é inspirado no personagem homônimo de Carlos Castañeda, ele me emprestou o livro “A erva do Diabo” e assim que eu terminar esses trabalho bobos da Engenharia, começo a leitura) e de suas “pernas de aço” (ahaha, pode ficar bravo! Quando Milton Nascimento cantou “amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito, etc…”, o Homem-Legenda, dos quadrinhos do Adão Iturrusgarai, traduzia: “amigo é pra tirar sarro com o outro!” hehehe). Verdade seja dita: todo mundo adora o Genaro, por sua simpatia espontânea, sua risada ampla e sua inteligência desmedida (o cara sabe tudo de tudo; sou fã!).

Genaro correndo semi nu na Serra da Moeda. Deixa a foto aqui, que é pra dar ibope pro blog ahaha, as meninas vão gostar! =P

Pernas de aço do nosso amigo: as huaraches fazem bem para a saúde! ;)

* Ô Genas, o Bahia acabou de mandar e-mail perguntando que horas é pra chegar na sua casa! Eu também quero saber horário, local, o que levar! Manda um sinal de fumaça…!

Compósitos Sustentáveis de Retalhos no CONEM 2012

Resíduos têxteis já processados. Fonte: Arquitetura Têxtil, Politécnico de Milão

Um artigo nosso (eu, Cristiane, Plínio e prof. Geraldo), intitulado “Desenvolvimento de Compósitos Sustentáveis à base de Resíduos Têxteis” foi aprovado para o VII Congresso Nacional de Engenharia Mecânica.

Eu já vinha desenvolvendo um material na iniciação científica – com pó de osso bovino para a o design de joias – e aí, no ano passado, investigando mais sobre os resíduos da moda, surgiu a ideia de fazer um determinado material com esse refugo industrial.

Classificação dos materiais compósitos (Daniel e Ishai, 1994). Fonte: Depto de Eng. Mecânica, UFMG

Os que me atraem mais são os compósitos de fibra descontínua orientado aleatoriamente e do tipo por dispersão. E cor é fundamental: longe de nós fazer mais um grude cinzento. Segue o resumo da ópera:

Título do Trabalho

Desenvolvimento de Compósitos Sustentáveis à base de Resíduos Têxteis

Resumo contendo a descrição do trabalho

Sabe-se que um dos principais problemas do setor industrial são os refugos da produção. Atualmente, a indústria da moda, que é uma das maiores do mundo, faz amplo uso de fibras naturais e fibras sintéticas. Com o atual paradigma ambiental e de desenvolvimento de materiais, transformar um refugo da indústria em novo material é uma oportunidade de reciclagem. Dos novos materiais que vem surgindo, os compósitos são uma solução viável e área de conhecimento da Ciência e Engenharia de Materiais. Logo, o trabalho tem como objetivo geral obter compósitos a partir de resíduos têxteis e materiais sustentáveis ambientalmente, que implique em processo produtivo limpo e possa ter um amplo uso em setores diversos. O projeto encontra-se em desenvolvimento, seguindo quatro etapas. A primeira, de base teórica, se dá a revisão de bibliografia, cujo conteúdo teórico fornece suporte ao nivelamento das informações que contemplam os aspectos do tratamento químico e da fabricação de compósitos constituídos de resíduos têxteis. Na segunda etapa, exploratória, são desenvolvidos os testes e experimentos para a obtenção do material. A parte exploratória consiste na obtenção de um material multifásico, constituído de resíduos têxteis, agente infiltrante e agente de acoplamento, resultando em um compósito. Os resultados obtidos na etapa exploratória são na etapa posterior – experimental – aplicados em ensaios de produtos, para verificação de sua melhor aplicabilidade. Por fim, a etapa conclusiva sugere a aplicação do material em um produto de um determinado segmento industrial.

Autores e afiliações

Luciana dos Santos Duarte, lucianjung@gmail.com1                                             

Cristiane de Andrade Moreira, cristianeandrade14@hotmail.com2

Plínio César de Carvalho Pinto, plinioccp@yahoo.com.br3

Geraldo Magela de Lima, delima.geraldo@gmail.com3

1Departamento de Engenharia de Produção, Escola de Engenharia, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antônio Carlos, 6627 – Campus Pampulha – Belo Horizonte – MG – CEP 31.270-901

2Departamento de Química,  Campus I, CEFET-MG, Av. Amazonas, 5253, Nova Suíça, Belo Horizonte – MG – CEP 30.480-000

3Departamento de Química, Instituto de Ciências Exatas, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antônio Carlos, 6627 – Campus Pampulha – Belo Horizonte – MG – CEP 31.270-901

Palavras-chave            

Compósitos de têxteis, sustentabilidade, química verde, engenharia de materiais, resíduos têxteis.

Seleção do tema

No Laboratório de Química Inorgânica do Departamento de Química da UFMG, vem sendo desenvolvidos materiais compósitos com ênfase no paradigma da sustentabilidade e da química verde. Além de dar continuidade a pesquisas já em desenvolvimento e contar com suporte tecnológico e de recursos humanos, o material proposto justifica-se também por sua relevância econômica e ambiental. Os resíduos têxteis constituem um grande volume de material cujo destino principal é a incineraçãoem aterros. Nessesentido, a proposta do material compósito em questão reaproveita e recicla resíduos amplamente descartados, além de valer-se como nova possibilidade para uso em outros segmentos industriais.

Velha e Louca, Mallu Magalhães + 02 pousoalegrenses

Rá!

Davi Bernardo e Rafael Miranda – os “Britos” – tocando e no clip novo da Mallu Magalhães! Orgulho da nossa terrinha, Pouso Alegre (MG). Agora posso dizer, como uma velha: eu vi esses meninos crescerem, haha!! Íamos ao República Bar dançar, beber (absinto com cerveja, quedê juízo?) e vê-los tocar uns Beatles. Bah, que nostalgia! Há 7 anos, quando eu tinha 17, 18 anos… Estou lembrando, certa vez fui ao estúdio do Roardo (pai dos meninos), acompanhar a gravação de uma música do namorado de outrora, Ravi, que já brincava comigo com cara de despeito sobre Davi e Rafael, “é, os meninos bonitinhos, humpf”. Hahaha!!Ah, que surpresa boa!

Aliás, bela estética vintage! O casaco vermelho com pérolas se fazendo de poás 3D [bolinhas estampadas] “matou a pau”: perfeito!

Antigamente, eu tinha preconceito. Hoje, escuto inclusive as músicas de antes. Olha aí o belo casaquinho da Mallu Magalhães! Estética vintage in slow fashion.

Aliás nº 02, vovó Lulu já dizia que a estética vintage (que nos aconchega e traz conforto e colo, tão desejável nesses tempos pós-modernos, complexos e imprecisos, que nos deixam inseguros e reclusos) continua e vigora quando falamos de sustentabilidade e moda, porque implica em reutilizar peças de tempos idos, brecholentas ou conservadonas. A estética vintage é dos maiores aliados do conceito de slow fashion.

De Pouso Alegre, além do Rá! (um bicho-grilo metido a mágico, acusado de magia negra num sítio e desmistificado certa vez no Fantástico), brotou também o Psilosamples, o Zé, amigo da minha irmã, com uma música tão vanguarda que mereceu meia página na Ilustrada da Folha de São Paulo. Foi fotografado no “pasto”, onde os meninos até hoje vão ficar bem. O cogumelo no site diz o mais que aqui neste blog não se diz.

Saiba mais sobre Pouso Alegre na Desciclopédia. Passei as férias lá, “onde eu nasci, onde eu cresci… eu sou vidrado por tudo aqui”, já dizia o Sebastião, caranguejo socialista da Pequena Sereia Ariel.

Rá! ;)

Visita a INBEC

Prof. Geraldo Magela de Lima (UFMG), João Bosco (da Inbec), Bruno (meu namorado, com uma bela e ecológica camisa de linho), eu (de preto), Cristiane (meu braço direito; da Química Tecnológica), Plínio (doutorando em Química), Luana (da Eng. de Produção) e Layane (da Eng. Química) - e esqueci o nome do senhor ao fundo (mals!).

Ontem, fomos visitar uma empresa de beneficiamento de carvão, bastante inovadora, a INBEC. Ela lida com dois principais setores que o Brasil só tende a crescer: energia e sustentabilidade.

Basicamente, a empresa recicla e beneficia carvão (que é usado como fonte de energia em diversos outros segmentos industriais), agregando características físico-químicas superiores e favorecendo a redução de CO2.

Parte da turma, Geraldo, Plínio e Layane, investigam o carvão ativado, que é deixar o carvão com mais poros para melhorar a energia gerada.

Eu, Plínio, Layane e Luana, observando o software de comando da produção.

Geraldo disse que já esteve em diversas empresas, como Petrobrás, ThyssenKrupp (“krup”, para os mais íntimos, rs), ArcelorMittal, etc. e nenhuma recebeu tão bem quanto a INBEC, que nos ofereceu um café da manhã com muito pão de queijo, café, refrigerante e queijo (excelente) com goiabada!

Obrigada a todos, foi um dia muito gostoso! =)

Contato da INBEC

Fazenda Porto da Ripa, sem número

Rodovia São Gonçalo do Pará, BR 262 – Zona Rural

São Gonçalo do Pará

Tel: (37) 3234-1527 / (37) 9915-1528