Com que roupa (lavada e passada) eu vou?
O bom de estudar “engenharia de precisão” e “usinagem por abrasão” – nada a ver com moda – nesse belo feriado é que meu raciocínio fica “quantificado”… [ironia e lamentação]
Aí, pra dar uma quebrada no gelo da lógica, fico ouvindo músicas simpáticas, como Noel Rosa. Também acabo perdendo um pouco de tempo, procurando uma vinheta que foi vencedora do 6º Prêmio Bravo! . Não qualquer vídeo, mas o de uns conhecidos/amigos da minha irmã, uma gente talentosa daqui… Preste atenção abaixo no jogo das palavras, no design gráfico, na comunicação social!
Antes de tomar banho, catarolando pela 10ª vez “fita amarela” e “com que roupa eu vou”, noto:
- um monte Everest de roupas para passar
- outra montanha de roupas para lavar
- mais o tanto que a máquina lava neste momento
- e sem contabilizar tudo que consta no guarda-roupa
Ao meu ver, tarefa doméstica (ex. cuidar das roupas) é uma coisa enfadonha (dentre outros adjetivos pejorativos) elevada a n-ésima potência.

Traje de lavadeira do início do séc. XX: chita, renda, cachené, serapilheira e malha de bater a roupa.
Além disso, é anti-ecológica – se feita assim, individualmente, como é costume/modo em nosso país.
Os primeiros estudos sobre sustentabilidade e moda enfatizavam a questão da diminuição da energia gasta (alguns estudos demonstram que lavar-passar roupa é das atividades que mais consomem energia numa residência).
Um dos cenários de sustentabilidade traçados (Vezzoli 2008), contemplando o design de sistemas (serviços + produtos), aponta o seguinte:
- Dividiremos – proposta de centros de troca e manutenção de roupas, o que implica em:
- Troca leva à intensificação do uso de cada peça (maior ciclo de uso de produto);
- Economia de escala na lavagem e tratamento das roupas;
- Recuperação em cascata finalizada na reciclagem dos materiais dos trajes e na reutilização dos recursos.
Nessa proposta, está incluído um serviço ainda oneroso no Brasil: Lavanderia.
Um ex-namorado meu só mandava as roupas para lavanderia, custava tipo uns 70 reais por semana, aqui em BH. Para mim, não é economicamente sustentável – mas só porque eu ainda não saí dessa vida de estudante! ehehe
Falando sério, tínhamos que aumentar essa demanda, para:
- baratear um pouco o custo do serviço de lavanderia;
- poupar nosso tempo na “inutilidade” doméstica - minha bisavó dizia “serviço doméstico é um faz-desmancha”;
- minimizar o impacto ambiental (gastos de água e luz) das roupas.




