Dica do Ravi: franquias verdes no Brasil

Código de barras de produtos verdes: a comercialização está se consolidando.

Código de barras de produtos verdes: a comercialização está se consolidando.

Ravi ontem ligou da Itália, “só” três horas batendo papo, e aí eu lembrei que tinha que atualizar uma dica dele, que na real saiu no Estadão PME (Pequenas e Médias Empresas). Durante os anos que namoramos, eu costumava dizer que “ainda ia ter uma franquia”, rs. Agora já há algumas interessantes…

Segue na íntegra a notícia:

Mercado de franquias oferece opções para quem deseja empreender e ainda preservar a natureza

Consumidor está cada vez mais preocupado com essa questão; estratégia pode gerar bons negócios

Quem deseja aliar empreendedorismo e proteção ambiental vai encontrar no mercado de franquias opções de negócios verdes. A loja de produtos naturais Mundo Verde, por exemplo, é pioneira no segmento. Criada em 1987 em Petrópolis (RJ), aderiu ao franchising em 1993 e fechou 2011 com faturamento de R$ 205 milhões.

A marca possui 200 lojas no Brasil e duas em Portugal, por onde circulam 150 mil pessoas por dia. “Até o final de 2012 serão seis lojas em Portugal. Para 2013, nossa meta é chegar a mais países europeus e a outros continentes”, diz o gerente regional de São Paulo, Gerson Torres. Segundo ele, 80% dos sete mil itens vendidos na rede são fornecidos por micro e pequenos empreendedores.

Para montar uma loja de rua com 60 m², Torres informa que são necessários entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. O valor inclui taxa de franquia, projeto arquitetônico, marcenaria, produtos para compor o estoque inicial, marketing e treinamento. Além disso, é preciso ter entre R$ 30 mil e R$ 50 mil de capital de giro. “A previsão de retorno ocorre entre 24 e 36 meses e o faturamento anual de novas unidades é de R$ 110 mil, com lucratividade de 13%.”

Transformada em franquia há pouco tempo, a marca Nação Verde, que desenvolve e comercializa produtos 100% naturais e orgânicos sem cobre, petróleo ou enxofre, conta hoje com duas lojas franqueadas e planeja fechar 2012 com 50 unidades distribuídas pelo Brasil. 

Segundo o proprietário, Ricardo Cruz, é possível ser um franqueado investindo entre R$ 98 mil e R$ 190 mil. O valor varia conforme a modalidade da operação, que pode ser varejo convencional, e-commerce integrado e mini atacado. 

O custo inclui projeto arquitetônico, taxa de franquia, computador e software com e-commerce integrado. A ferramenta permite ao franqueado controlar a entrada e saída de produtos tanto na loja virtual quanto na física. O pacote inclui, ainda, sistema que dá ao empresário total controle de gastos, vendas, faturamento e lucro. “Nós adotamos a sustentabilidade em todas as etapas, isso inclui pisos e gôndolas que são feitos com material reciclável”, afirma Cruz

Em breve, outra opção de franchising estará disponível em dois formatos – loja e spa. A novidade é da Surya Brasil, fabricante de cosméticos naturais e orgânicos. Depois de atuar durante 14 anos apenas como fabricante, a empresária Clélia Angelon abriu, há três anos, o Espaço Surya, que funciona como um SPA de tratamento de beleza, utilizando sua linha de produtos. 

A decisão de virar franchising foi tomada atendendo a apelos de clientes. “Recebemos pessoas de todo o Brasil e do exterior e todos queriam que houvesse um espaço desse tipo em suas cidades”, conta Clélia. Ainda em maio a empresária vai inaugurar sua primeira loja em um shopping de São Paulo. “Esse projeto piloto vai servir para definir o padrão que as franquias deverão adotar e os custos da implantação.” Clélia conta que o Espaço Surya também será franqueado. “Até o final do ano teremos uma unidade na Índia e outra em Nova York.”

Segundo a empresária, a Surya é líder no mercado de coloração à base de henna. “Nossos produtos são exportados para mais de 30 países. Acredito que a aceitação ocorre porque cumprimos exigências de instituições certificadoras como Ecocet, Vegan, Pet e Cosmobio.” A empresa também detém dois prêmios Greenbest, concedido a iniciativas sustentáveis.

As novas tramas do denim: verde e marrom

Denim com trama verde de poliéster reciclado, da Cone Denim.

Denim com trama verde de poliéster reciclado, da Cone Denim. Fonte: WGSN tumblr.

 

Denim com trama de algodão orgânico naturalmente colorido, da Tavex.

Denim com trama de algodão orgânico naturalmente colorido, da Tavex.

Verde ou marrom?

Verde é a trama feita de poliéster reciclado derivado de garrafas pet. Fabricante: Cone Denim.

Marrom é trama do algodão orgânico naturalmente colorido. Fabricante: Tavex.

A trama mais sustentável é a marrom – e se você não sabe qual a razão é porque não acompanha este blog!

Tá ok, mais educadamente – segue um trecho da dissertação de mestrado (Eng. Produção UFMG) mais insone e insopitável de todos os tempos (acaso, a minha), com uns poucos argumentos contra o verde:

A produção da fibra de poliéster apresenta um alto impacto ambiental em relação à emissão de resíduos no meio-ambiente, inclusive resíduos danosos à saúde humana.

A produção de poliéster gera a emissão, no ar e na água, de metais pesados, sais de cobalto e manganês, brometo de sódio, dióxido de titânio, óxido de antimônio e acetaldeído.

A fabricação de poliéster geralmente usa o antimônio como catalisador. Além de cancerígeno, o antimônio é tóxico para coração, pulmões, fígado e pele. A inalação prolongada de antimônio, um subproduto da produção de polímero, pode causar bronquite crônica e enfisema (LEE, 2009, p. 68).”

Em relação à redução do impacto ambiental, “os números atuais indicam que mais da metade de toda a fibra de poliéster da Europa é obtida de materiais reciclados (FLETCHER, GROSE, 2011, p. 71).” No Brasil, o uso de poliéster reciclado ainda é inferior que a demanda por fibra de poliéster virgem. Um dos maiores problemas com relação à reciclagem do poliéster é que, por ele ser “geralmente misturado com outros tecidos, torna-se difícil reprocessar peças feitas do material e transformá-las em outra coisa (LEE, 2009, p. 68).”

Obrigada, Editora Senac!

Livro Moda e sustentabilidade, Kate Fletcher e Lynda Grose.

Livro Moda e sustentabilidade, Kate Fletcher e Lynda Grose.

 

Tinha comprado o novo livro da Kate Fletcher, na versão traduzida. Porém, parte do livro veio em inglês. Reclamei na editora Senac – pedi para que me enviassem um novo traduzido, e eu destinaria o “híbrido” para a biblioteca do Design de Moda (Escola de Belas Artes, UFMG).

A proposta da editora foi melhor: enviar o híbrido bilíngue à editora, que ela me enviaria dois exemplares bons, um pra mim, outro pra biblioteca. E assim foi feito.

Me senti uma sortuda por ter sido contemplada pelo livro híbrido, rs, que se multiplicou em dois e vai poder atender os alunos da disciplina que dou lá, coincidentemente também chamada “Moda e sustentabilidade”.

Minha opinião: o livro é bom e nos atende bem. Mas o anterior da mesma autora (apenas em inglês, “Sustainable fashion and textiles”) é melhor, mais completo. Esse eu creio que tenha a intenção de popularizar o assunto, pois é uma edição acessível (custa entre 40 e 60 reais; o outro custa 160 reais) e anos-luz melhor que o tal “Eco chic” da Matilda Lee, da editora Larousse, que é bem popular (até no supermercado EPA em frente de casa vende na gôndola), mas tem uns parágrafos com informações “pela metade” (também pudera, foi escrito por uma jornalista que até que pesquisou bem o assunto, mas não sabe bem do que fala; a Kate Fletcher não, pesquisa moda sustentável há 20 anos).

No mais: muito obrigada, editora Senac! 

O modismo da hera

Hera.

Hera.

Nesta semana que passou, vimos Ines de la Fressange ousar com um cintinho de hera em Cannes e a Cherry Blossom Girl fazer umas fotos também com um vestido esvoaçante branco e heras. Coincidência? Moda? Ou Ines gosta do estilo de Alix?

Ines de la Fressange sur le tapis rouge.

Ines de la Fressange sur le tapis rouge.

Look em Cannes de Ines de la Fressange. Referência grega e cinto literalmente ecológico.

Look em Cannes de Ines de la Fressange. Referência grega e cinto literalmente ecológico.

Alix, a Cherry Blossom Girl, em um balanço de hera.

Alix, a Cherry Blossom Girl, em um balanço de hera.

Bucólica e ecológica (h)era.

Bucólica e ecológica (h)era.

 

Camper: slow growth

A moda é lesmar.

A moda é lesmar.

O movimento slow começou com uma mastigada demorada e atenta aos sabores dos alimentos, em 1989 (tem literatura que fala 1986), na Itália, dando início ao slow food.

Depois veio o slow fashion, tema-estandarte da inglesa Kate Fletcher (que se inspirou no italiano Carlo Petrini).

Em 2011, falou-se muito de slow sex (que, cá entre nós, é mais antigo que a profissão mais antiga do mundo), baseado em conceitos tântricos (nada que o velho kamasutra não nos tenha ilustrado há centenas de anos). Também se falou muito de slow science, por causa de um manifesto que uns pesquisadores (cansados de pesquisar conforme o ritmo demandado pelo mercado de pesquisa) lançaram.

Todos esses “slows”, a gente já falou por aqui… 

Agora é hora de falar em slow growth, de crescimento devagar.

Camper shoes: andando mais devagar.

Camper shoes: andando mais devagar.

 

A Camper adotou o modelo slow growth, pelo qual uma empresa decide não crescer para manter seus traços de identidade e modelo de negócio. Trata-se de um antigo conceito grego de um limite natural de crescimento de todo organismo ou organização. A empresa não só adota um sistema de produção sustentável como também divulga atitudes em favor da preservação do meio ambiente.

Fonte: livro Design de moda: olhares diversos, p. 251.

Donwload aqui Slow Growth. Euro Challenge: Economics Challenges.

A moral da história é a da fábula de Esopo (escritor da Grécia Antiga), da lebre e da tartaruga que apostam uma corrida:

“Quem segue devagar e com constância sempre chega na frente.”

Paraty Eco Fashion 2012: participe!

Inscrições abertas para o Paraty Eco Fashion 2012.

Inscrições abertas para o Paraty Eco Fashion 2012.

COMEÇAM AS INSCRIÇÕES PARA A MOSTRA DE PROJETOS DE MODA E DESIGN SUSTENTÁVEIS DO PARATY ECOFASHION 2012.

Você, estudante de moda ou design que tem interesse em desenvolver um projeto que englobe sustentabilidade, participe da MOSTRA DE PROJETOS DE MODA E DESIGN SUSTENTÁVEIS.

Se aprovado, o projeto será exposto no PARATY ECO FASHION 2012, que acontece entre 14 e 16 de setembro de 2012 em Paraty – RJ, com a presença de grandes nomes da moda e do design brasileiros.

Para participar é simples, basta preencher a ficha de inscrição no site

http://paratyecofashion.com.br/2012/inscricoes/

e cadastrar o seu projeto, que envolva peças e acessórios de vestuário, calçados e utensílios de decoração. Lembre que o projeto precisa ser criativo, inovador e  sobretudo, deve utilizar técnicas  e matérias primas ecologicamente sustentáveis.

Paraty Eco Fashion.

Paraty Eco Fashion.

Não perca tempo, as inscrições vão até o dia 15 de junho.

Para mais informações consulte

http://paratyecofashion.com.br/2012/inscricoes/

Att,

Mary Lacerda

Relações Institucionais

24-33714105

Fashion Rio verão 2013: bebendo água na mesma fonte

Duas imagens valem mais que duas mil palavras.

Coincidência criativa ou a mesma cópia em comum? 

Tanto o desfile da Salinas quanto da Cia. Marítima estava cheio de “formas prontas”, com a criação se dando bem mais quanto a estampas e conceito de coleção.

Cia. Marítima verão 2013.

Cia. Marítima verão 2013.

 

Salinas verão 2013.

Salinas verão 2013.

Victor Dzenk verão 2013

Meu vestido preferido por causa da ombreira-armadura de uma guerreira feminina e tropical, metade fortaleza, metade sensualidade.

Meu vestido preferido por causa da ombreira-armadura de uma guerreira feminina e tropical, metade fortaleza, metade sensualidade.

 

Brasil, meu Brasil brasileiro, mulato inzoneiro, vou cantar-te nos meus versos… 

 

 

Super tropical foi o desfile de Victor Dzenk! Gilberto Freyre, se vivo estivesse, iria se orgulhar da moda mineira mais nacional que está tendo por esses sertões e veredas.

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