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Levi’s + logística reversa + Genco

24 24UTC February 24UTC 2012

Campanha da Levi's para o denim 100% em algodão orgânico.

Levi’s: empresa pioneira em jeans (juntou o tecido denim com o corante índigo), jeans orgânico (desenvolveu com a Tavex) e eco gerenciamento de jeans. Temos que olhar para ela com atenção! Levi’s Brasil.

+

Logística reversa: ”área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-vendas e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valores de diversas naturezas: econômico, de prestação de serviços, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, dentre outros” (Leite, 2009, p. 17).

+

Genco: o segundo programa de logística mais amplamente usado na América do Norte (especialmente nos EUA). Genco Product Lifecycle Logistics.

=

O caso da Levi Strauss & Co.

A logística reversa permite à empresa lucrar com uma política liberal de retorno. A empresa de tecidos e confecções Levi Strauss praticou a estratégia de retorno liberal de seus produtos e obteve vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, experimentando um aumento de 50% do total retornado.

Trabalhando com o operador logístico Genco, especializado em logística reversa, a empresa desenvolveu um sistema eficiente de retorno, seleção e destino de seus produtos em um centro especializado em Atlanta, Estados Unidos. Utilizando sistemas modernos de informação, os retornos são enviados a mercados secundários (outlets), nos quais as cores e os tamanhos não são exigidos pelos clientes (Merritt, 2001 apud Leite, 2009, p. 26).

Campanha do eco gerenciamento de jeans da Levi's.

O ciclo de vida (quase) completo de uma camiseta

23 23UTC February 23UTC 2012

Clique na imagem para ver melhor. Click on the image to see it better.

O que tá errado aí?

Faltou fechar o ciclo de vida da camiseta com a reciclagem. Todas as camisetas podem ser desfibradas e transformadas em novos produtos têxteis (inclusive linhas, apesar de pior qualidade, e então novos tecidos e novas camisetas), geotêxteis, mantas termoacústicas, etc. Ideal é que não retorne para a moda, pois reduz o valor agregado (o material têxtil reciclado infelizmente ainda é de pior qualidade que outros tecidos) e que, portanto, seja direcionado para outros setores industriais (automotivo, agrícola, construção civil, etc, para citar os mais convencionais que utilizam resíduos têxteis).

Resumindo a ópera: neste infográfico, o produto apenas é direcionado do berço ao túmulo. E as abordagens mais recentes de sustentabilidade ambiental e design falam em produto do berço ao berço (o que envolve bem menos ecodesign, relacionado ao eco gerenciamento de produtos, e sim mais design para a sustentabilidade).

 

Junior Enterprise World Conference – JEWC 2012 – speakers

17 17UTC February 17UTC 2012

JEWC in brazilian carnival, with style!

Hi there!

So, I’m one of the speakers of JEWC 2012!

My approach is about my passion (also my research): Sustainability as a strategy for Design (focus on Industrial Design and Ethical Fashion).

See you all in Paraty! It’s gonna be AWESOME!!! ;)

Here are the nominees:

Michele Hunt

 

Michelle Hunt is internationally known for her work as a change catalyst and “thinking partner” to leaders of organizations and communities on leadership development, organizational transformation, and organizational effectiveness.

Her work is rooted in the principles of shared vision, values, alignment and continuous learning. Hunt works with leaders and their teams to help transform their organizations to higher levels of participation, teamwork and performance.

In 1993, Michele was appointed by President Clinton to serve as the Executive Director of the Federal Quality Institute. Michele is also a keynote speaker at conferences around the world for businesses.. Her presentations are founded on her belief that people have the capacity to create far better futures than we have dared to dream. She comes to these beliefs through her personal and professional experiences and through her research on others who have dreamed big and turned their dreams into reality. She published these stories in her book, DreamMakers: Putting Vision & Values to Work.

Edgard Gouveia Júnior

 

Social entrepreneurship is his thing. Edgard Gouveia is graduated in Archictecture and Urbanism and he was a researcher in the TIBÁ Institute (Bio Archictecture and Intuitive Technology). In 2003, he finished his post-graduation course in Cooperative Games, in the Monte Serrat University.

Edgard is a consultant and international speaker in the fields of young leadership and social entrepreneurship. He developed several social projects and got renowned by idealising the Oasis Project, that connected Brazil and the world to help people that had their houses and schools destroyed by the floods that took place in Santa Catarina, in the end of 2009. He is also a member of the international network Berkana Exchanger and facilitator of the Cooperar Project. Edgard is also co-founder of Elos Institute, a non governamental organization (NGO) that has its goal to help communities to develop. To do that, the institute believes the ideal is that the communities are “inspired by an entrepreneurial, empowering spirit and that they work collectively for the common good”, something that is a main concern on the works performed by Edgard Gouveia Júnior.

Luciana Duarte

 

That's me in a fashion show in São Paulo Fashion Week.

Luciana dos Santos Duarte, author of the website http://lucianaduarte.org is a products designer graduated in the University of Minas Gerais State.

Currently, she is taking a Masters Degree in Production Engeneering in the Federal University of Minas Gerais (UFMG). She has some experience in the fields of Visual Arts, Products Designing and Fashion Design, with projects focused on Ergonomy and Susteinability. She teaches Fashion and Sustainability at UFMG. Her workshop in the JEWC 2012 will talk about “Susteinability and strategy for Design”

A manifesto for sustainable capitalism, by Al Gore

17 17UTC February 17UTC 2012

Al Gore: capitalismo sustentável em menos de quatro páginas para as massas.

Não é de hoje que se fala em capitalismo sustentável (me explica isso, Smith, Marx ou Friedman?). Mas hoje especificamente, a turma eco só comenta do manifesto para o capitalismo sustentável escrito por Al Gore (quem? ah, lembrei).

Download: A Manifesto for Sustainable Capitalism: How Business Can Embrace Environmental, Social and Governance Metrics.

E como todo manifesto que se preze, dita O QUE deve ser/acontecer mas não COMO fazer acontecer.

Lixo se fazendo de joia.

O Mercado Ético traduziu alguns trechos do manifesto, cuja conclusão ululante é descrita abaixo. Confira na íntegra neste link.

“O capitalismo sustentável criará oportunidades e recompensas, mas também significa que devemos abandonar o modelo do curto prazo. Estamos passando por um momento crucial na economia e no meio ambiente globais, e a necessidade de mudanças nunca foi maior”, conclui o manifesto.

Dica do Plínio: Battle of Concepts

17 17UTC February 17UTC 2012

Só para quem é criativo e quer ganhar dinheiro oferecendo uma ideia (ideia! não é projeto!)  inovadora: Battle of Concepts.

Você é um estudante universitário ou um jovem profissional com formação acadêmica?

Você está cheio de idéias?

Você é daquelas pessoas que costumam ter sempre uma solução para qualquer coisa?

Então, entre no Battle of Concepts e mostre que você é criativo!

As empresas precisam urgentemente de novos talentos, novas idéias e soluções criativas, por isso elas estão procurando pessoas como você.

Ganhe dinheiro com as suas idéias e seja descoberto pelasmelhores empresas.

A sua participação é gratuita e pode ser feita pela internet.

Como funciona?
Todas as Batalhas

 

6º Festival de Verão da UFMG: Quando o Carnaval chegar!

15 15UTC February 15UTC 2012

Carnaval da UFMG

O 6º Festival de Verão da UFMG oferece ao público e à cidade de Belo Horizonte um relevante programa de atividades culturais no período de verão, a ser realizado em instalações do Campus Pampulha da UFMG e no Centro Cultural UFMG, durante o Carnaval 2012.  Nesta edição, o Festival propõe a incorporação da “folia da poesia” às demais áreas do conhecimento, de maneira a enfatizar o caráter de formação que a cultura desempenha em uma sociedade, conduzindo, em seu sentido mais amplo, à direção da inclusão social, da superação da pobreza, da defesa do meio ambiente e das condições para a vivência em um mundo estético, em que a poesia possa fazer parte do cotidiano das pessoas.

A realização do 6º Festival de Verão da UFMG apresenta uma significativa contribuição para com o desenvolvimento econômico da Capital e região, constituindo-se num dos principais eventos de uma época do ano – fevereiro – carente de alternativas culturais e de lazer, reforçando de modo substancial as atividades fomentadoras do turismo cultural e registrando impactos positivos na oferta de bens de serviços.

Carnaval no Rio de Janeiro. Na UFMG é um "pouquinho" diferente, rs, mas é carnaval igualmente - todas as manifestações culturais são válidas. Salve o pluralismo das percepções!

Quando o Carnaval Chegar – Chico Buarque

Quem me vê sempre parado,
Distante garante que eu não sei sambar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu tô só vendo, sabendo,
Sentindo, escutando e não posso falar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo as pernas de louça
Da moça que passa e não posso pegar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Há quanto tempo desejo seu beijo
Molhado de maracujá…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

E quem me ofende, humilhando, pisando,
Pensando que eu vou aturar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

E quem me vê apanhando da vida,
Duvida que eu vá revidar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo a barra do dia surgindo,
Pedindo pra gente cantar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu tenho tanta alegria, adiada,
Abafada, quem dera gritar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar…

Eco Valentine’s Day

15 15UTC February 15UTC 2012

Fonte: http://ecoexperttv.blogspot.com/2011/02/eco-art-for-valentines-day.html


Só o amor constrói. 

Cursos de Moda – Senai Modatec – Belo Horizonte

14 14UTC February 14UTC 2012

Clique na imagem para visualizar melhor.

Tons pasteis na Cipatex, na Fimec, em Novo Hamburgo/RS

13 13UTC February 13UTC 2012

A Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes) reúne, entre os dias 20 e 23 de março de 2012, cerca de 600 expositores que apresentam ao mercado aproximadamente 1.200 marcas.

Nas férias, vendo uma vitrine de calçados coloridos com minha mãe, ela me perguntou qual seria a próxima tendência. Ao que lhe disse: vão apagar os matizes do color blocking, botar água ou poeria nas cores sólidas.

 

Color blocking —->> tons pastéis

 

Fonte: blog Lady Lady

Dica do Ravi: mass customization / customização em massa

13 13UTC February 13UTC 2012

Customização para as massas! Não, não se trata de macarrão, nem de food design, mas de design de moda para as pessoas! ;)

O Ravi bem me lembrou de uma das coisas que conversávamos “num passado não tão longínquo”: customização em massa.

Desde o advento do produto plataforma (indústria pós-fordista), as empresas vem aprimorando a oferta de supostos produtos personalizados/customizados pelo consumidor. Sim, suposta personalização. As empresas comunicam o produto como customizável, feito sob medida, de acordo com o seu mapa astral - mas isso somente com um rol pré-determinado de componentes ofertados para limitadas combinações.

Sapatos de acordo com seu mapa astral, da Sylvie Quartara. Belos saltos de madeira! Sou fã. O conceito de "by appointment" da Sylvie Quartara - aparentemente - não se aplica à crítica do mass customization. Ao que tudo indica, são sapatos exclusivos mesmo, feitos com a cliente, entrevistando-a e, junto de uma astróloga, definindo os materiais e formas adequados para a cliente conforme seu mapa astral. Como será o sapato de 26/novembro/86, 8h da manhã, Pouso Alegre, sagitário com ascendente em capricórnio? Pra quem se liga em astrologia e moda, já visualizou um coturno com solado grosso, saltão confortável, com pelo (sintético, tipo crina franjada curta) e poder, rs.

Por exemplo, experimente comprar um computador da Dell pelo site da mesma. Você vai escolhendo os componentes do seu notebook e zás; ao final de um caminho de escolhas já estabelecido pela Dell, você tem a impressão de que montou/criou/configurou/escolheu um computador exatamente conforme suas necessidades (de hardware, cor externa, mochilinha, preço, segurança, etc.).

Dell: a velha história do produto plataforma, mas com comunicação de personalizado, de acordo com as necessidades do cliente.

No entanto, são escolhas já pré-estabelecidas: o que se vende é a sensação de liberdade, sensação de livre arbítrio, sensação de poder escolher aquilo que quer – quando, na verdade, se escolhe (e compra) uma das possibilidades que a empresa oferece de configuração de um mesmo produto.

Outro exemplo são os produtos modulares, do tipo 3 em 1 – que, na moda, não funciona, apesar de alguns estilistas sempre lançarem uma calça que vira bermuda, uma camisa que vira vestido, etc.

Calça que vira bermuda. Isso só funciona no estilo utilitário e masculino. Mulher gosta de várias peças diferentes em propostas únicas. Não eu, mas o mercado que diz... Jovens estilistas, não fiquem tentados a fazer peças três em um! Concentrem-se em uma peça cuja configuração formal (estética, vá lá) e função são coesos.

Outra questão relacionada a isso é a possibilidade do DIY (do it yourself, faça você mesmo), em que se transfere uma etapa de produção para o consumidor – que não enxerga isso (que está eliminando uma etapa de produção e potencializando os lucros e produtividade da empresa), mas sim que adquiriu um produto que se molda conforme o seu gosto particular. Novamente, esse consumidor está diante de um rol limitado de possibilidades de configuração.

O conceito de DIY é diferente para o Design de Moda e o Design de Produto. Para a Moda, DIY está mais relacionado em pegar uma roupa (na maior parte das vezes, velha; às vezes, lançam produtos novos para serem coloridos pelo usuário; em todo caso, essa proposta tem se mostrado mais vendável no segmento infantil) e transforma-a (por meio de linhas, tesoura, aviamentos, frufrus, velcro, máquina, etc) em algo exatamente conforme o gosto do dono. Já para o Design de Produto, DIY está relacionado com a oferta de produtos novos, com sistema produtivo baseado (e facilitado) na plataforma/modularidade, e destinado para o usuário fazer rearranjos com o produto, sem contudo modifica grandemente os materiais. O DIY da Moda, agrega materiais e formas; no DIY do Produto, predomina a (re)organização da forma.

O Ravi deu exemplo do novo Air Jordan da Nike (que certamente já nasce sensação entre os descolados, dado a forte referência ao Jazz, música e cultura que está entrando na estação, e vai ficar ainda mais forte depois dessa onda Art Déco que estamos vivenciando; aguardem o jazz no inverno de 2012!).

Novo Air Jordan, inspirado nos Zoot Suits, Wingtips e, resumindo a ópera, na Era do Jazz.

Escolha uma das possibilidades de solado e cabedal e tenha um Air Jordan conforme as necessidades que a Nike escolhe para você se sentir livre. E bonito e na moda, isso de praxe.

Novo Air Jordan: três cabedais e três solados à escolha do consumidor.

Atenção pessoal do marketing de moda: o mass customization não é uma moda, mas um direcionamento de mercado. Vemos as grandes empresas munidas de uma plataforma virtual de comercialização de produtos e um olhar voltado para a dinâmica do mercado de luxo, isto é, de produtos exclusivos, no entanto, para as massas, o povão com algum poder aquisitivo e a vontade de experimentar liberdade por meio da compra. Mais que isso, acreditar que a grande corporação está atenta às suas necessidades cotidianas mais íntimas, querer acreditar que a grande corporação pensou em um produto exclusivo para você. Esse direcionamento é mais consistente para calçados, acessórios, segmento de vestuário infantil e moda esportiva masculina. Para vestuário feminino, a conversa é outra – e a gente conversa disso outro dia.

A seriema de Jefferson Kulig é de Andrew Zuckerman

13 13UTC February 13UTC 2012

Missão: identificar as imagens de pássaros que Jefferson Kulig (quem? estilista curitibano que desfila na SPFW) utilizou nas suas camisetas, bem como na divulgação das mesmas, sem informar que são da autoria do renomado fotógrafo Andrew Zuckerman.

Red Legged Seriema, foto de Andrew Zuckerman.

A seriema segurando o varalzinho picareta que divulga roupas de duas coleções: a primeira coleção da e-shop (de gosto fashion super duvidoso, tem até um pseudo vestido da Geisy Arruda - e olha que a marca Jefferson Kulig se diz criadora de design e não de roupa meramente!) e a coleção dos pássaros (em que a ética voou longe). O flamingo rosa segurando a outra ponta também é do fotógrafo Andrew Zuckerman.

Jefferson Kulig é um estilista que está no meu caderninho preto. E no caderninho preto de vários blogueiros. É uma palhaçada a tal da parceria que a marca se propõe com blogueiros. Devo dizer, em nome da classe: nós não somos idiotas. Aos poucos – pra render muitos posts – vou contando a história, vulgo bapho. Cansei de ser educada com essa marca, mandando e-mails ao depto de marketing e mensagens no Facebook – e tendo como resposta as linhas mais evasivas possíveis, típicas de quem tem “o rabo preso” e está “tentando sair pela tangente”.

Jefferson Kulig no caderninho preto.

Jefferson Kulig no caderninho preto.

Livro: Surface characteristics of fibers and textiles

12 12UTC February 12UTC 2012

Livro: Surface characteristics of fibers and textiles

Autor: M. J. Schick

Editora: CRC Press

Um pouco sobre o livro: a edição é de 1977. No site da Amazon, custa 199 dólares; no site da Livraria Cultura, custa 430 reais; na biblioteca da Química da UFMG é free of charge. Tem tudo que um engenheiro têxtil precisa saber sobre o comportamento das fibras. Fricção, lubrificação, propriedades de algodão, lã, sintéticos, geometria dos sintéticos, abrasão das superfícies, resistência, comportamento estático, MEV, aplicações, efeito fotoquímico, degradação ambiental (opa!), coloração, molhabilidade, repelência, resistência mecânica e nonwovens (opa opa!).

Dê uma folheada no livro neste link aqui.

SUSVISION: Brasil + Portugal

11 11UTC February 11UTC 2012

Design "portuga" e "brazuca" para a sustentabilidade

 

O que?

Susvision: visões lusófonas do design para a sustentabilidade.

O projeto pretende descobrir, desenvolver e divulgar soluções de design sustentáveis de expressão cultural lusófona.

Quando?

15/março/2012: quinta-feira, a partir das 9h30 até as 17h30. 

16/março/2012: sexta, das 9h às 18h.

Onde?

Sala de seminários 1010, da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Como?

Não há burocracias, é só chegar ao evento.

Por que?

A ideia central é criar um grupo interdisciplinar (com pessoal de academia e “de mercado”) para discutir a possibilidade de uma abordagem “lusófona” sobre sustentabilidade, reunindo países de íngua portuguesa por meio de uma matriz cultural comum, com o objetivo de desenvolver soluções locais e adequadas às necessidades dos diferentes países. Nesta primeira fase estamos reunindo Brasil e Portugal, mas a ideia é desdobrar o projeto e envolver também a África e outras regiões lusófonas.

Não há, em princípio, restrição à participação. Queremos reunir professores, pesquisadores, profissionais e estudantes, para uma visão o mais ampla possível. Gostaria muito da participação de vocês, inclusive convidando possíveis participantes. Como recomendações para o convite, as de sempre: pessoas que sejam legais e possam contribuir para a discussão.

Avante com o lixo fashion!

11 11UTC February 11UTC 2012

Eu, em uma oficina do Instituto de Ciências Exatas da UFMG: as pesquisas com resíduos têxteis começaram a dar certo.

“Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”, já dizia o astronauta que pisou na Lua, rs. Mas com BEM MENOS que isso, essa semana me senti como o primeiro neanderthal que fez fogo pela primeira vez. Foi uma rajada de entusiasmo! As pesquisas deram um bom passo adiante para transformar o lixo que a indústria da moda produz. As pessoas envolta ficaram felizes. Está valendo a pena!

Moda e Sustentabilidade UFMG 2012

10 10UTC February 10UTC 2012

Grass dress

Acabei de encontrar com a coordenadora do curso de Design de Moda da UFMG, para ver minha papelada, etc.

Neste semestre, continuo ofertando a disciplina optativa de Moda e Sustentabilidade – que é aberta a todos os cursos de graduação da UFMG (no semestre passado, tinha um aluno da Geografia, outra da Comunicação Social e outra da Engenharia Civil – e eles foram ótimos!).

Quem não for da UFMG e tiver interesse na disciplina, me parece que é possível fazer matrícula como disciplina isolada. Clique aqui para saber como e quando.

Até lá, moçada! ;)

A moda da cultura Zen

9 09UTC February 09UTC 2012

Ontem li uma revista sobre a cultura Zen (que peguei dias atrás no estande do Ministério de Relações Exteriores do Japão) e  vale a transcrição de dois produtos de moda japonesa. 

Zapatillas, de Hirota Naoko


Zapatillas de una sola pieza, de Hirota Naoko

Una sola pieza de tela doblada sobre sí misma se convierte en una zapatilla al coser las partes delanteras. Fáciles de transportar. El talón proporciona espacio suficiente para no causar ampollas.

Rolo de ropa, de Issey Miyake


Rollo de tela A-Poc Baguette, de Issey Miyake

La mayoría de la ropa se hace con una sola pieza de tela. El diseñador basa su concepto en este hecho, y nos pide que tomemos unas tijeras y cortemos una pieza de tejido de punto por donde queramos alrededor de las líneas de guía. Muy funcional, con la libertad de elegir la forma que se adapte a nuestro propósito.

Stella McCartney + PETA: sem couro na moda

8 08UTC February 08UTC 2012

Stella loves animals.

Minha irmã acabou de contar que lá na Alemanha (onde ela tá indo estudar), é super trendy ser vegetariano. Em torno de 60% das mulheres são. Ela é também. Eu ainda não sou (mas venho reduzindo bruscamente o consumo de carne; e aumentado o consumo de ovo orgânico/caipira).

Stella McCartney, estilista reconhecida por ser vegan e não usar nada animal em suas roupas, fez um video – divulgado ontem – para a PETA, que está dando o que falar em Nova York. Como as cenas são fortes, você só poderá assistir se tiver login e senha no youtube.

O nosso blog apoia a PETA, divulgando a organização e causa.

Animals Are Not Ours

A PETA está disponiblizando o informativo abaixo, a respeito dos couros na moda.

Leather, a global killer. By PETA

Uniformes de poliéster: a visão do Dr. House

8 08UTC February 08UTC 2012

Dr. House com luvas compostas de látex (e amônia). É o mesmo material dos preservativos e de muitas chupetas e bicos de mamadeiras.

Ainda no tema uniformes de poliéster, o namorado fez a gentileza de baixar o episódio (editar e jogar no youtube; muito obrigada!) em que o Dr. House fala sobre esse assunto:

Seus uniformes não são de lã, mas de poliéster. Poliéster barato. É processado com um metal pesado chamado antimônio. Processaram poliéster dia e noite e foram envenenados. O que causa diarreia e a dormência na sua mão. E o vômito coletivo.

 

 

Verdade exagerada ou não, continuo contra uniformes de poliéster.

Entenda a etiqueta de dentro da roupa! Normas técnicas da ABNT para produtos compostos de têxteis

7 07UTC February 07UTC 2012

Roupa já comercializada com efeito puído (destroyed), amaciada e com corrosão. Como a etiqueta informa a maneira correta de conservar essa camiseta? O consumidor sabe interpretar a simbologia na etiqueta?

Desde 1977, é obrigatória a informação da composição dos produtos têxteis (ex. roupas) junto aos mesmos. Isso se dá por meio de etiquetas.

Provavelmente, você está usando uma camiseta (ou que seja um vestido ou uma camisa) enquanto lê estas linhas. Então, procure na parte interna de sua roupa a etiqueta de composição da mesma – geralmente, ela fica na lateral da peça.

Você sabe ler os símbolos que está vendo?

Bem, muitas pessoas não (até eu às vezes me confundo, quando são símbolos muito específicos).

Esse símbolos correspondem às normas (especificação técnica) da ABNT, que é a Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Veja só:

Símbolos básicos para especificação técnica de produtos compostos de têxteis.

Eles sempre vão aparecer nessa ordem. E tem um detalhe: cada símbolo se multiplica por outros tantos. Por exemplo, o ferro – que tem variações de temperatura. Cada tipo de roupa deve ser passada em uma temperatura apropriada. Observe:

Cuidados na passadoria de roupas.

Mas, como aqui a gente só fala de problemas, rs, vamos falar de um problema muito comum na indústria da moda:

Muitas empresas (o Brasil é composto de 80% de confecções de pequeno a médio porte, e em torno de 60% admite desconhecer normas técnicas) não sabem etiquetar seus produtos, informando equivocadamente a composição do tecido e os cuidados com as roupas.

Neste momento estou no laboratório (UFMG), com dois materiais idênticos, de empresas distintas, e identificados erroneamente! E são materiais provenientes de grandes empresas.

Bem, mas e aí, o que acontece para o consumidor (what happens to you, baby)?

Basicamente o seguinte: estraga a própria roupa.

Ou é o dono da roupa, ou é a empregada responsável. Em todo caso, são pessoas que necessitam aprender a ler esse símbolos.

Uai! Mas todos nós precisamos, então, aprender a ler esses códigos. E nunca se soube (salvo umas palestras específicas para quem já é da área de têxtil e moda) de alguma “alfabetização” dos símbolos que dizem como cuidar das próprias roupas.

Você quer saber mais? Quer aprender a cuidar com amor, conhecimento e amaciante de suas roupas, rs? Then…

Download Manual de Etiqueta Têxtil (disponibilizado pela Acrilan)

Normas técnicas para têxteis:

  • ABNT NBR 13372:1995 – Mistura de fibra – Análise quantitativa – Eliminação prévia de matérias não-fibrosas.
  • ABNT NBR 13538:1995 – Material têxtil – Análise qualitativa.
  • ABNT NBR 11914:1977 – Análise quantitativa de materiais têxteis

Para a correta etiquetagem de produtos têxteis, devem ser aplicadas ainda as seguintes normas:

  • ABNT NBR10589:2006 – Materiais têxteis – Determinação da largura de não-tecidos e tecidos planos.
  • ABNT NBR 10591:2008 – Materiais têxteis – Determinação da gramatura de superfícies têxteis
  • ABNT NBR 8427:1984 – Emprego do sistema tex para expressar títulos têxteis
  • ABNT NBR 13377:1995 – Medidas do corpo humano para vestuário – Padrões referenciais
  • ABNT NBR 15800:2009 – Vestuário – Referenciais de medidas do corpo humano – Vestibilidade de roupas para bebê e infanto-juvenil
  • ABNT NBR 12849:1993 – Tecidos felpudos e aveludados confeccionados – Determinação das dimensões.
  • ABNT NBR 13548:1996 – Acolchoado em tecido plano – Determinação das dimensões.
  • ABNT NBR 13455:1995 – Toalha de mesa em tecido plano, felpudo ou aveludado – Determinação das dimensões.
  • ABNT NBR 13453:1995 – Lençol e fronha em tecido plano – Determinação das dimensões

Dica do Bruno: uniforme de algodão ao invés de poliéster

7 07UTC February 07UTC 2012

Se for trabalhar (e transpirar!) em um país tropical, melhor usar um uniforme de algodão. Deixa o poliéster para o biquíni! (Isso é só uma provocação).

Muitos uniformes são feitos de poliéster (ou de algum tecido composto de poliéster), que é uma fibra mais resistente. Já falei mil vezes o quanto o tecido composto de PET (=poliéster), seja reciclado (prefixo eco) ou não (em todo caso é um derivado do petróleo), não é adequado para o nosso país (vide moda ecológica de Gilberto Freyre).

This serious video explains the why.

Leia mais!

Uniformes + sustentabilidade

Consultoria de moda no Kung Fu: sobre uniformes para o esporte

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